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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Auditoria aponta irregularidades graves em dois hospitais públicos


Notícias

27/05/2011

Auditoria aponta irregularidades graves em dois hospitais públicos

centroCusto mensal equivalente a mais de 10 vezes o custo-referência do segmento; falta de pessoal e de equipamentos essenciais para o funcionamento; projetos mal elaborados, que resultaram em falhas como a colocação de degraus na entrada de enfermarias; e problemas de material e execução, que causaram o descolamento de pisos na primeira lavada. Estes são alguns problemas apontados no Hospital Regional de Ponta Grossa e no Centro Hospitalar de Reabilitação de Curitiba pela auditoria realizada pela Secretaria de Estado da Saúde. Os relatórios finais da auditoria foram entregues nesta sexta-feira (27) pelo secretário Michele Caputo Neto ao Conselho Estadual da Saúde, durante a reunião mensal do órgão.

“A auditoria marca o término de uma etapa, mas o mais importante são as providências que estamos tomando para adequar essas unidades hospitalares para o atendimento à população”, disse Caputo Neto, que também anunciou a destituição da atual diretoria do Centro de Reabilitação. Ele nomeou interinamente para a direção geral do hospital o diretor de Unidades Próprias da secretaria, Charles London, que acumula as duas funções. “Ele assume a direção do Centro com a atribuição de coordenar o trabalho técnico necessário para estabelecer um plano de atuação adequada deste hospital que é essencial para os cidadãos paranaenses”, disse.

A presidente do Conselho, Rosita Márcia Wilner, informou que o documento será encaminhado à secretaria executiva do órgão, para análise das comissões competentes. “É muito importante o compromisso do gestor estadual em tornar públicas estas informações”, afirmou.

Segundo Caputo Neto, a auditoria foi motivada por denúncias do próprio conselho e do Tribunal de Contas. “Foram apontados problemas de diversas ordens que deveriam ter sido sanados antes mesmo da inauguração desses hospitais”, disse. Segundo ele, foram identificados problemas estruturais e de vigilância sanitária, além da falta de equipamentos essenciais para o funcionamento adequado das duas unidades.

AUDITORIA – Segundo o relatório apresentado, os dois hospitais apresentam baixa produção, têm poucos profissionais e um alto custo para o Estado. “Hoje, o Centro de Reabilitação consome R$ 1,7 milhão ao mês e o Hospital Regional de Ponta Grossa R$ 3,4 milhões”, disse o novo diretor geral da unidade, Charles London. Isso significa um custo diário de R$ 10.535,00 por leito no Hospital de Reabilitação e de R$ 15.947,00 no hospital de Ponta Grossa. O custo-referência no segmento hospital varia de R$ 750,00 a R$ 1.050,00 por leito/dia.

“Os 69 leitos e o centro cirúrgico deste hospital nunca foram ocupados. Os 10 leitos de UTI são usados para pacientes que não necessitam desses cuidados especiais”, afirma London.

Em nove meses de atuação, de abril a dezembro de 2010, o hospital de Ponta Grossa fez 13 cirurgias e cerca de 600 consultas por mês. Nos cinco primeiros meses deste ano, o número de cirurgias triplicou e são oferecidas 1.100 consultas mensais. Entre os problemas apresentados, que estão sendo solucionados pelo atual governo, estão a troca do piso da UTI, que se soltou após a primeira lavagem; o reforço estrutural da sala de esterilização, que não suportava o peso das duas autoclaves necessárias; a lavanderia subdimensionada, entre outros.

A comissão de auditoria também recomendou auditoria contábil externa, já que os documentos entregues eram apenas cópias e não permitiram uma análise adequada.

PROVIDÊNCIAS – As primeiras medidas para adequar os hospitais foram tomadas antes mesmo do fim da auditoria. Em janeiro, a Secretaria da Saúde providenciou a troca do piso do centro cirúrgico do Centro de Reabilitação, que era de material inflamável, inadequado para um ambiente hospitalar.

Os problemas de infiltrações e com a instalação do ar condicionado serão solucionados com os recursos que a Assembleia Legislativa está devolvendo à administração estadual. “Dos R$ 10 milhões que a Saúde está recebendo, R$ 2,9 milhões serão aplicados no Reabilitação para readequar o sistema de ar condicionado e para a compra de um tomógrafo computadorizado. E R$ 1,8 milhão serão destinados para o Hospital de Ponta Grossa para corrigir alguns dos problemas encontrados”, disse Caputo Neto.

Os relatórios de auditoria serão encaminhados ao Ministério Público, Tribunal de Contas, Procuradoria Geral do Estado, Secretaria de Controladoria e Ouvidoria, Casa Civil, gabinete do governador, Comissão de Saúde e presidência da Assembleia Legislativa e Associação Paranaense de Reabilitação – APR.

Segundo Michele Caputo Neto, ao apresentar o relatório ao Conselho Estadual e encaminhá-lo aos órgãos competentes a atual gestão não pretende estabelecer nenhum processo punitivo, mas sim cumprir o dever de zelar pelo patrimônio público e pela aplicação criteriosa dos recursos públicos. “Cabe às autoridades competentes decidir pelos próximos passos a seguir”, afirmou.

PRINCIPAIS PROBLEMAS APONTADOS PELA AUDITORIA

Hospital Regional de Ponta Grossa:


- Processo de licitação começou com R$ 14,9 milhões, mas acabou custando R$ 25 milhões até agora. A empresa contratada entrou com pedido de reequilíbrio financeiro pedindo mais R$ 3 milhões pela obra.

- O 5º andar do prédio está fechado porque apresenta infiltrações

- Sala de esterilização não suporta as duas autoclaves necessárias

- Dificuldades de acesso dentro do hospital

- Erro de projeto – UTI tem saída externa

- Piso da UTI levantou após a primeira lavagem (já foi trocado pela atual gestão)

Acesse o relatório completo da auditoria do Hospital Regional de Ponta Grossa

Centro de Reabilitação Ana Carolina Xavier

- Falhas no sistema de ar condicionado

- Infiltrações em todo o prédio

- Problemas de acessibilidade na entrada do hospital e nas enfermarias – há degrau na entrada dos quartos e a cadeira de rodas tem problemas para entrar no sanitário.

- A Central de Materiais não está instalada, o que inviabiliza a realização de cirurgias

- Não há lavanderia

- Com três anos de inaugurado (junho de 2008) não houve contratação de pessoal para seu pleno funcionamento

- Erro de projeto – Centro Cirúrgico com saída externa

- A unidade funciona como uma clínica de fisioterapia e nunca funcionou como hospital

- Os 10 leitos de UTI são usados como leitos de internamento, para pacientes que não necessitam desse tipo de internação,

- Apesar da sua capacidade de atuação pelo número de profissionais contratados atua com apenas 10% das consultas e 20% de procedimentos possíveis.

- Piso inflamável (já foi trocado pela atual gestão)

Acesse o relatório completo da auditoria do Centro de Reabilitação Ana Carolina Xavier

domingo, 29 de maio de 2011

a pedido

Olá Zé, tudo bem?

Aqui é a repórter Alessandra, do filme com AD lá do Centro Cultural Banco do Brasil.

A reportagem está no ar e seguem os links:

Versão com AD - http://www.youtube.com/watch?v=OddhFXbcFUM

Versão sem AD - Audiodescrição no cinema. Veja como essa técnica auxilia a compreensão das pessoas com deficiência visual..

Um grande abraço e divulgue para os amigos pra valer! o link com todas as matérias do programa. Todas têm a versão com AD http://www.sentidos.com.br/email_mkt/tv/27052011/

Ahh a do almoço é só semana que vem! Avise a Marilene que enviaremos o link também !

Alessandra,



De: Programa Sentidos
Enviada: sexta-feira, 27 de maio de 2011 17:09
Assunto: Boletim do programa Sentidos

quinta-feira, 26 de maio de 2011

considerações sobre o piso tátil

Olá debatentes.
Quero começar a fazer considerações sobre o piso tátil e não somente com relação ao Metrô, mas sim com relação as diretrizes de projeto e instalação.
1 - Ele não deve ser colocado em ângulo de 90 graus ou menor a menos que seja impossível a colocação em angulação diferente.
Porque isso faz com que os usuários façam caminhos diferentes dos videntes e fora da fluidez de tráfego das pessoas ocasionando nuitas vezes a saia curta de termos que agradecer auxílio dos videntes que podem nos achar deficiotas, pois não estamos fazendo o percurso normal.
2 - Porque temos somente um tipo de piso de alerta? Explico:
Um vidente quando está caminhando pelas ruas faz a varredura visual e sabe antecipadamente todos os obstáculos que está a sua frente. Porque nós não podemos agir de modo parecido?
Teríamos um piso que indicaria grande perigo, que seria instalado próximo as ruas, avenidas, plataformas de trens e metrôs e em qualquer local que demonstrasse grande perigo.
Teríamos outro que indicasse obstáculo vertical, como: postes, orelhões, caixas de lixo e correio, etc., que quando sentidos saberíamos que era só desciar sem ter que parar para rastrear o que está na nossa frente.
3 - Um terceiro para indicar aclives e declives, ou seja, escadas, rampas, etc., pois saberíamos que naquele local só precisamos observar se o acesso sobe ou desce.
4 - Não podemos normatizar que as paredes sejam consideradas rotas para nós, temos que ter piso guia em todas as ruas.
É claro que enquanto isso não é implantado as paredes quebram o galho, mas vejam os inconvenientes.
Os motoristas podem nos ver melhor se estivermos no centro da calçada do que rente ao seu muro, portanto é mais seguro.
Se tiver um outro deficiente vindo em sentido contrário a possibilidade de darmos um encontrão é quase zero se partirmos do pressuposto que devemos estar sempre a direita do piso como é no trânsito.
Não precisaremos nos preocupar se omorador do imóvel estiver encostado no seu muro batendo aquele papocom aquela garota linda que ele está afim e não está nem aí para o resto do universo.
5 - Devemos pensar se por acaso, os pisos táteis não devam ser construídos com uma largura maior para que o deficiente possa andar nele e não ao lado dele, assim não impediria que as calçadas fossem executadas em qualquer material sem que o profissional tivesse a sua criatividade barrada.
São fatores que eu penso porque acho que a caminhada deve ser prazerosa e não tensa pois precisamos estar sempre duzentos por cento atentos e nem podemos dar uma atenção legal se estivermos acompanhados.
Também temos que levar em consideração que os funcionários do Metrô estão somente dentro das estações e a cidade não é somente o Metrô ela é muito maior e muito mais bonita e interessante do que possamos imaginar.
E para podermos explorá-la e usufruir de todos os seus espaços precisamos que a partir de agora os pisos táteis sejam instalados de uma forma amiga e harmoniosa.
Um grande abraço.
PAZ E LUZ.
Renato Barbato

quarta-feira, 25 de maio de 2011

arquiteto Renato Barbato no programa, falando das necessidades das pessoas portadoras de deficiência na cidade de SP

Olá ouvinte do Radar Paulista (Rádio Trianon-SP).

Hoje teremos a presença do arquiteto Renato Barbato no programa, falando das necessidades das pessoas portadoras de deficiência na cidade de SP.

Barbato é deficiente visual, e faz parte da Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo.

O Jornal Radar Paulista começa às 18h, na sua Rádio Trianon-AM 740 KHZ; pela internet, no site www.trianonam.com.br; ou na Baixada Santista, pelos 810 KHZ, da Rádio Universal de Santos.

Contamos com sua audiência e participação.

Renato Albuquerque
Jornalista
Programa Radar Paulista / Ateliê Comunicação
2ª a 5ª Feira, às 18h / 6ª Feira, às 17h
Rádio Trianon, em 740 KHZ

 http://www.radarpaulista.blogspot.com
www.trianonam.com.br
www.ateliecomunicacao.com.br

Fones: 11-3951-1411 / 7338-2873

quarta-feira, 11 de maio de 2011

norma técnica sobre a instalação de piso tátil.

Olá pessoal.
Fiquei sabendo da elaboração de uma norma técnica sobre a instalação de piso tátil.
Ela já está para entrar em consulta pública para aprovação e posterior publicação.
Na elaboração não teve a participação eficiente de nenhum deficiente visual.
Como pode ser isso, uma norma que vai nos beneficiar sem a nossa participação?
Falando com a coordenadora dessa norma ela me deu a abertura de discutirmos com a presença dos deficientes para que possamos trabalhá-la melhor e que seja aprovada com o mínimo de erros possíveis.
Para tanto deixo as duas datas que foram oferecidas, a princípio, para que possamos nos reunir com ela e discutirmos essa norma.
28/05/2011, sábado no período da manhã no prédio do Metrô entre as estações Vergueiro e Paraíso.
01/06/2011, quarta-feira e aí deixo em aberto para discussão até o dia 13/05/2011 quanto ao horário a ser realizada a reunião.
A coordenadora também faz parte da equipe do Metrô e me propôs de eu e mais algumas pessoas deficientes visuais irem com ela em estações para avaliarmos a colocação do piso tátil instalado.
Peço que os interessados se manifestem e mesmo os de fora de São Paulo enviem sugestões para a elaboração dessa norma, afinal não é sempre que temos essa abertura de participar da tomada de decisão com relação a nossa acessibilidade.
Encaminhem para seus contatos, pois quanto mais pessoas e opiniões melhor ficará essa nova norma.
Um grande abraço.
PAZ E LUZ.
Renato Barbato

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Norma ABNT para piso tátil e a opinião da PdV

Olá pessoal.
Participei da minha primeira reunião da Comissão Permanente de Acessibilidade da Prefeitura do Município de São Paulo e qual não foi a minha surpresa ao ver que as pessoas debatem acessibilidade com a ótica do cadeirante.
E reparei que não é por descaso ou algo parecido, mas sim por desconhecimento de causa.
E qual não foi a minha surpresa ao saber que está para entrar em vigor uma norma específica sobre piso tátil pela A B N T.
E mais ainda, nenhum dos deficientes que eu conversei sabiam do projeto dessa norma.
Vejam o absurdo, elaboram uma norma para beneficiar os deficientes visuais e não nos consultam.
Se estiverem afins de tentar levar essa discussão adiante para que a norma volte para um debate com a presença dos deficientes visuais, vamos encjer a caixa de entrada da A B N T para que eles não publiquem essa norma sem a nossa participação.
Uma norma leva uns 10 anos para entrar em revisão.
nesse caso se ela for publicada, a colocação do piso tátil, pode ser, por uns bons anos ser deficiente, e faço esse trocadilho, até que possa ser discutida sob a nossa visão.
Um grande abraço.
PAZ E LUZ.
Renato Barbato

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Educandário para Cegos de Campos dos Goytacazes - Semana Lunar

Segue uma experiência interessante com crianças, jovens e adultos com deficiência visual.
Abraço

Regiane de Cássia Ruivo Maturo
Responsabilidade Social - SESI
Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná
Fone + 55(41) 3271- 9237 Fax +55 (41) 3271- 9239
Site: http://www.fiepr.org.br
Esta mensagem é de inteira responsabilidade de seu(s) autores(es). As opiniões nela emitidas não exprimem, necessariamente o ponto de vista do Sistema FIEP.

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Olá!!! No dia 14 de abril realizamos a Inauguração do Planetário para
deficientes visuais. A primeira sessão ocorreu no Educandário para
Cegos de Campos dos Goytacazes, como parte do GAM 2011 - Semana Lunar.
Foi um dos momentos mais importantes que eu já vivi. Uma experiência
fantástica. A Escola nos autorizou a utilizar uma pequena sala para
esta experiência.
Nesta sala, construímos um modelo em 3D do Sol e as estrelas mais
próximas e um modelo em tamanho comparativo dos planetas Terra, Vênus,
Marte e Saturno. Foi utilizado também o maravilhoso livro de Noreen
Grice, "Touch the Stars". Tínhamos sons de pulsares obtidos por
rádio-telescópios.

Começamos a apresentação, com uma música de fundo, falando sobre a Via
Láctea e nossa posição no Universo. Em seguida, levamos os alunos a
tocar a imagem táctil da Via Láctea no livro de Noreen. Depois fomos
com os alunos (um de cada vez)para o modelo 3D das estrelas mais
próximas. Na seqüência, nós conversamos sobre o Sistema Solar. Nós os
levamos a tocar a imagem táctil comparativa dos Planetas no livro de
Noreen. Depois levamos a eles um modelo do nosso planeta, e eles
usaram este modelo como uma referência de tamanho para comparar com os
modelos de Vênus, Marte e Saturno.

Para mim foi uma experiência inesquecível.
No link abaixo estão disponíveis imagens desta experiência pioneira:

http://calc.zip.net/arch2011-05-01_2011-05-07.html#2011_05-01_23_24_31-117345715-0

Nós fomos convidados a organizar mais sessões. Depois do 4o Encontro
Internacional de Astronomia e Astronáutica já estão programadas mais
duas apresentações.

Um fraterno abraço,

Marcelo de Oliveira Souza