TInformando - links para os meus blogs, YouTub e facebook http://tinformando-meus-blogues.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de junho de 2010

RELAÇÃO DE OBSTÁCULOS PARA DEFICIENTES VISUAIS

RELAÇÃO DE OBSTÁCULOS PARA DEFICIENTES VISUAIS




Objetivo: Elaborar um documento para ser protocolado junto ao Governo do Estado do Paraná, Prefeituras Municipais da Região Metropolitana de Curitiba, inicialmente, IPPUC, URBS, DETRAN, DIRETRAN, CREA, OAB, IAB, SENGE, Ministério Público Estadual e Federal, IEP, SEDPcD, Secretarias Municipais e Estaduais de Meio Ambiente e Obras, COEDE e demais conselhos e associações de e para PcD, demais órgãos e entidades que possam deliberar e encaminhar os problemas e soluções apontados nesta relação:



1 - Orelhões : Primeira sugestão: retomar o modelo cabine que era padrão na década de 80 que oferecia mais conforto ao usuário, isolando os ruídos da rua e protegendo das chuvas, além de oferecer melhor identificação do volume ao deficiente visual, pelo menos na região central.

Segunda sugestão: além da faixa tátil de alerta excedendo em 60 cm a projeção do orelhão, conforme NBR9050, elevar a base em 15mm, com as bordas chanfradas na proporção de dois pra um, de acordo com a norma, para evitar tropeços, aumentando a percepção para pessoas com deficiência visual parcial ou total. Ainda neste item incluem-se outros objetos suspensos, tais como: lixeiras, caixas de correio, toldos, placas, mercadorias na calçada ou suspensas sobre elas, etc.

2 - Sinaleiros para pedestres: colocação do sinal sonoro acima de 3m de altura para evitar vandalismos, como por exemplo os chicletes que são colocados sobre os furos da campainha do poste, que tenho inclusive registros deste delito. Recentemente foi colocado na XV de novembro sinaleiro com temporizador para que o pedestre com mobilidade reduzida possa calcular o tempo que resta para travessia. Sugerimos a implantação deste equipamento, com acionamento pelo usuário apenas no período de travessia, reduzindo o incomodo relatado pelos vizinhos a estes sinaleiros, em todos os cruzamentos na região central e em outros locais onde são necessários, como ADFP, IPC, APAES, Escolas Especiais, etc.

3 - Faixa de pedestres: Há muito tempo sugerimos ao IPPUC e prefeitura, a implantação de guias táteis para travessias junto às faixas de pedestres, que poderiam ser ou com as lajotas direcionais, embutidas no asfalto, como está sendo feito nas calçadas de CBUQ em frente ao HSBC do Hauer, ou com a massa plástica que é usada nas faixas, que tem pelo menos 2 a 3milímetros de espessura, servindo como guia principalmente em ruas muito largas como Cândido de Abreu, Deodoro, Floriano, Visc. Guarapuava, Iguaçú, etc. Outra forma de sinalizar a travessia em ruas largas e movimentadas são as travessias elevadas que além de tudo forçam a diminuição de velocidade dos automóveis.

4 - Campanha Educacional de respeito às faixas de pedestres e implantação de câmaras que fiscalizem e autuem os infratores. Muitas cidades como Brasília, Blumenau, Florianópolis, já tem inserido na cultura de seus cidadãos esse respeito. Temos alguns bons contatos na mídia impressa e televisiva que podem dar visibilidade ao assunto. Oferecer também campanhas educativas atitudinais de como oferecer ajuda às PcD , inclusive nos cursos de formação de condutores e nos de reciclagem do DETRAN

5 - Plano de rearborização retirando árvores cujas raízes danificam as calçadas, galhos pendentes ou que possam cair com facilidade atingindo os transeuntes.

6 - Campanha junto com a FAS no sentido de educar o coletor de materiais recicláveis e de transporte de mercadorias de modo a não deixarem os carrinhos em posição que possa atingir o cego, como já aconteceu com nosso amigo Simão próximo ao Guadalupe. Para solucionar a questão do cano por onde é puxado o carrinho, basta fazê-lo articulado de modo que quando estiver parado naturalmente estará abaixado.

7 - Identificação nos postes com o nome das ruas e numeração da quadra em Braille, em material contra vandalismo, como fitas de aço firmemente amarradas ao poste, com as bordas acabadas de modo a evitar cortes.

8 - Substituição de todas calçadas de pedras irregulares, ou no mínimo numa largura de 1,50m, por blocos de concreto ou CBUQ com pista tátil a exemplo do que foi executado na Mal. Deodoro e recentemente em torno do HSBC Hauer.

9 - Colocação nos terminais e pontos de ônibus relação das linhas e horários em Braille, impressos em chapas metálicas firmemente presas, além de distribuição de tabelas de papel com as informações em Braille, pelas próprias concessionárias e URBS. Ainda nos ônibus, implantar sistema de áudio que identifique a linha ao parar na estação.

10 - Execução de rampas em todas as estações tubo, evitando queda de escadas, como a que aconteceu no terminal do Carmo, onde uma senhora cega caiu da plataforma e acabou fraturando o braço e sofrendo escoriações no rosto. Ainda nos tubos , execução de guias de balizamento externas contendo a projeção do tubo, pois não tem como ser percebida a curva lateral com a bengala.

11 - Obstáculos feitos em canos e correntes para carros não pararem nas calçadas. Admitir apenas os disciplinadores com telas nas esquinas de escolas que cumprem a função de impedir a travessia principalmente de escolares fora da faixa.

12 – Guias de balizamento com altura de 5cm junto a canteiros e na borda de calçadas que ofereçam desníveis ou obstáculos.

13 – Implantação de sistema de voz em todos elevadores de edifícios de uso coletivo, públicos e particulares, identificando o número do andar e sentido de curso.

14 – Etiquetas em Braille em todas as prateleiras de supermercado, mercados, lojas, identificando

produto e preço.

15 – Fiscalização e eliminação de rampas e degraus de acesso aos estabelecimento que avancem sobre as calçadas. Todos desníveis deverão ser resolvidos fora da faixa livre de passagem de pedestres com no mínimo 1,50m, onde a inclinação lateral não poderá exceder 3%, conforme estabelecido na NBR 9050.

16 – Eliminação de lixeiras suspensas sobre as calçadas.

17- Estabelecer que as pistas podotáteis deverão estar localizadas próximas ao alinhamento predial, afastadas no mínimo 80 e no máximo 150cm, oferecendo aos usuários a facilidade de localização dos acessos.



Estas são algumas sugestões que foram apresentadas na reunião realizada no Sindicato dos arquitetos, com a presença de Ricardo Mesquita, Ana Carmem, Gilmar, Enio e a psicóloga do IPC q1ue infelizmente não recordo o nome. Coloco à aprovação e deixo o desafio de novas para discutirmos na próxima reunião, que estou sugerindo que aconteça no IPC, quinta dia 06/05 às 18 hs.

.

Atenciosamente

Arq. Ricardo Tempel Mesquita

arqmesquita@gmail.com

(41) 3277-5299 9194-2294



RELAÇÃO DE OBSTÁCULOS PARA DEFICIENTES VISUAIS



Sugestões propostas pelo Gilberto:



• Na segunda sugestão do item 1 do Relatório acrescentar aqueles transformadores de energia que ficam suspensas, principalmente em esquinas (R. Bento Viana com Av. Batel – PIB, R. Bento Viana esquina com Av. 7 de Setembro – em frente a uma panificadora).

• Obrigatoriedade de utilização de tapumes em torno de obras relizadas nas calçadas e ruas e não aquelas fitas plásticas.

• Multa para as construtoras que mantenham as calçadas em frente as suas obras sem cuidados, na maioria das vezes estão esburacadas, cheias de entúlios e sem calçamento adequado para utilização de pedestres (nos dias de chuva se transformam em lamaçais intransponíveis) sendo necessário utilizar a rua pelos pedestres. Exemplos: esquina da R. Dr. Pedrosa com R. Brigadeiro Franco; R. Brigadeiro Franco, mais ou menos no meio da quadra.

• Proibição de colocação de placas luminosas no sentido perpendicular ao sentido das calçadas, por exemplo nos pontos de ônibus e uma que se encontra na R. Dês. Motta entre as ruas Emiliano Perneta e Comendador Araújo.

• Pintura em cor mais visível dos “postinhos” utilizadas para sinalização nas esquinas, por exemplo na cor amarela anti as cinzas utilizadas atualmente, isso facilitaria a visualização das pessoas com baixa visão.

• Passar orientações para os catadores de papel não trafegar sobre as pistas táteis e nem parar sobre elas.

Maior fiscalização das motos que estacionam sobre as calçadas, quando recém paradas o deficiente pode encostar em partes ainda quentes das mesmas (por ex: escapamento).

Nenhum comentário:

Postar um comentário